Idiomas | Languages

Monumentos Históricos

Convento e Igreja de Santo Antônio de Cairu

 

O Convento e a Igreja foram construídos por iniciativa dos padres franciscanos e custeados por doações da população tendo sido colocada a pedra fundamental em 1654. O conjunto constituído de Igreja e Convento, em dois pavimentos, está disposto em torno do claustro e da Ordem Terceira que nunca chegou a ser concluída. A igreja, precedida por galilé, possui nave única e capela-mor, ambas com tribunas e sacristia transversal. Sua estrutura é em alvenaria mista de pedra e tijolo, claustro com arco em “asa de cesto”, no térreo e pilares monolíticos de arenito, no primeiro andar. A galilé é precedida por adro com cruzeiro, marca dos franciscanos. O frontispício triangular, em estilo barroco, dividido em três planos com pilastras e volutas em cantaria, com torre recuada com terminação piramidal, revestida de azulejos policromados. O convento conserva ainda muitas alfaias e imagens. A sacristia e o claustro ainda conservam os azulejos do tipo tapeçaria e figurados do séc. XVII e XVIII.

 O tombamento inclui todo o seu acervo, de acordo com a Resolução do Conselho Consultivo da SPHAN, de 13/08/85, referente ao Processo Administrativo nº 13/85/SPHAN.

 

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário

 

A igreja está situada em uma elevação, destacando-se e mirando o Convento de Cairu. Do alto descortina-se bela vista da cidade e da região, incluindo o braço de mar que separa a ilha do continente. Na vizinhança do monumento, ao lado direito, encontram-se casas térreas, aliadas em relação à rua, formando um agradável conjunto e, no lado esquerdo, uma encosta gramada. O acesso à cidade é feito por mar ou por terra, a partir de Nilo Peçanha. A estrada é um pouco precária. O monumento está compreendido dentro do centro histórico da cidade, inventariado sob o nº 32201-0.3-I001.

Fortaleza do Morro de São Paulo

O conjunto de relevante interesse arquitetônico, conhecido como fortaleza de Morro de São Paulo, situa-se cerca de 30 milhas ao sul da capital, na extremidade norte da Ilha de Tinharé.
 

O sistema é constituído de 678m da sua cortina de muralhas, compreendendo os seguintes elementos: O Portaló, a entrada do recinto fortificado, seguindo de um edifício que servia de corpo da guarda, armazém de armamentos, tulha de farinha e cômodos dos oficiais, alguns metros adiante encontra-se o forte Velho, ou Bateria da Conceição em seguida a Bateria de Santo Antônio e a Fortaleza da Ponta onde conserva um quartel que, a mando de D. Vasco Fernandes Cesar de Menezes, o conde de Sabugosa, teve início em 1728 e conclusão em 1730 com fins de ampliação do Forte Velho.

Portaló

 

Por volta de 1536 com a chegada da esquadra comandada por Francisco Romero foi edificado o portal da entrada do Morro de São Paulo, este tinha imensas portas de madeira que eram fechadas a noite. Depois foi construído o Portal, que hoje é conhecido como Portaló e até então é a entrada principal para esta localidade. A construção do Portaló levou cerca de 100 anos para ser concluída.

Farol do Morro

 

O Farol de Morro de São Paulo foi construído em meados do Sec. XIX, entre os anos de 1846 e 1855 segundo o projeto e supervisão do Engenheiro Carson. Da Fábrica de Tecidos de Valença. A sua máquina veio da França por produzir uma potência luminosa sem igual, na época caracterizou o farol como sendo o melhor no Brasil no entanto em 1937, consta que este equipamento foi transferido para Abrolhos sendo substituída por um outro maquinário inferior.

O registro histórico de maior relevância vem das anotações do diário de D. Pedro II, que descreve o Farol durante a visita da família Real à Ilha em 1859.

O mirante existente nas proximidades do Farol faz parte do conjunto defensivo na Ilha.

 

Fonte Grande

 

Em 1746 o vice Rei do Brasil, André de Melo, mandou construir em Morro de São Paulo uma fonte para garantir o suprimento de água dos soldados do forte e dos moradores da Vila e deram-lhe o nome de Fonte Grande. A visita de D. Pedro II e Marquesa de Santos fizeram a fama da Fonte Grande 1859.

Essa fonte foi o maior sistema de abastecimento de água da Bahia colonial, um notável exemplo da tecnologia construtivas do período, através da captação de águas e decantação, tanto do volume proveniente do lençol freático quando ao do riacho existente.

Durante muitos anos a principal fonte de água para a população e até pouco tempo atrás pessoas chegavam para tomar banho. Hoje a fonte é tombada pelo Patrimônio Histórico. 

Igreja Nossa Senhora da Luz

 

Os primeiros registros marcam a existência de uma capela de mesmo nome já no início no início do século XVII, e num mapa de 1759, João de Abreu e Carvalho a localiza aproximadamente onde hoje se encontra o Farol.

A igreja da N. Sra. Da Luz existente na praça de mesmo nome foi concluída em 1845 conforme a data no frontispício, e guarda relíquias dos séculos XVII e XVIII, como as imagens sacras e os altares de cedro em estilo barroco.

O Casarão

Construído em 1608 pela família Saraiva, o Casarão está localizado bem no centro da vila de Morro de São Paulo, seu modelo de construção é do estilo colonial e foi muito usado para o armazenamento de farinha feitas na região, logo depois a sala principal passou a ser usado como escola e em seguida passou por diversas reformas, porém sempre mantendo o estilo de construção colonial. Hoje o Casarão funciona como restaurante e pousada e com uma excelente infraestrutura para atender os turistas que visitam o local.

São tantas histórias envolvendo o Casarão, mas interessante é  já ter abrigado o Imperador Dom Pedro II, a Marquesa de Santos e o alto escalão da corte quando esteve em Morro de São Paulo seguido de uma visita a cidade de Valença em 1859. 

Os registros da veracidade deste fato estão em suas anotações de viagem em seu diário no Museu do Ipiranga, no Rio de Janeiro.

 

Igreja do Divino Espírito Santo

 

A igreja do Divino Espírito Santo é o mais importante monumento histórico da Ilha de Boipeba, criada em 1616, sob a condição de Capela do Divino Espírito Santo. Foi elevada a Freguesia pelo Quarto Bispo, D. Constantino Barradas, sob o nome de Divino Espírito Santo de Boipeba.

Posteriormente o prédio foi ampliado verticalmente como demonstram os cunhais de cantaria interrompidos e ganhou três janelas estilo D. Maria I, um rosone onde se lê a data “1838” um coro em madeira ainda existente e um consistório sobre a sacristia esquerda já demolido.

 

Igreja de São Sebastião

 

A igreja está localizada no povoado de Cova da Onça, distrito de Velha Boipeba, em frente ao mar, com suas gamboas de pesca e, ao longe, a ponta dos castelhanos, com sua vegetação típica de mangue. O monumento está entre duas construções, com áreas de circulação entre elas ao fundo, um barracão, muito próximo à igreja. Em sua frente existe um cruzeiro. O acesso ao povoado é feito por mar, entre pequenas embarcações a motor, partindo de Valença ou Taperoá. 
 

A Igreja é constituída por nave capela-mor, torre independente, corredor e sacristia. Telhado de água em nível diferentes, com terminações em beira- Severina que recobre o corpo central. Corredor e sacristia foram construídos recentemente, são recobertos por telhados de meia-água em fibrocimento. O coro nunca chegou a ser feito. A fachada, enquadrada por cunhas e cornija, é coroada por frontão curvilíneo, coruchéus nas esquinas. 

A torre de base quadrada, é separada do corpo da igreja, e tem terminação piramidal. Todos os vãos das fachadas são em arco pleno. O interior é muito simples contudo a nave e a capela-mor são ladrilhadas e têm forros planos de madeira.

 

Igreja de São Francisco  Xavier

 

A vila de Galeão ficou localizada a noroeste da ilha de Tinharé, às margens do canal que separa a ilha do continente.  A capela esta implantada no cume do outeiro que deu o nome à vila.

A capelinha branca é vista de vários pontos da costa, inclusive da entrada da barra do Morro de São Paulo. O acesso a Galeão é feito por barco desde Valença ou Cairu. Para chegar até a Igreja é necessário andar por uma ladeira íngreme. o mirante da igreja tem-se uma das vistas mais belas do municipio, abrangendo a vastidão dos manguezais, sendo possível avistar até as falésias na Gamboa.

 

Capela de interesse arquitetônico, constituída por nave, capela-mor, torre e sacristia-corredor. Telhados de duas águas recobre a nave e a capela-mor. A fachada caracteriza-se pela robustez da torre, em contraste com a esbelteza do pano central. Uma primeira cornija, ao nível do corpo, divide a fachada em duas partes: a inferior, revestida de reboco, e a superior, azulejada de Branco. A segunda cornija marca um início do frontão recortado e da terminação piramidal da Torre. No frontispício, em vazaduras em arco pleno.na fachada lateral esquerda, vãos em verga reta, com esquadrias em guilhotina. Interior simples com dois altares e um púlpito neoclássicos, nas cores brancas e amarelas, e forros abobadados na capela-mor e naves. Barra de azulejos branco com 1,50m de altura na nave e capela-mor.

© Todos os Direitos Reservados - Prefeitura de Cairu

Acompanhe as novidades